Caso de sexo em praia fluvial já tem arguidos

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A mulher de 41 anos que foi filmada a ter relações sexuais à frente da filha menor já estava sinalizada pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Guimarães há um ano, data em que um dos filhos, de 13 anos, foi institucionalizado devido à falta de condições da mãe para tomar conta dele.

A mulher reside em Guimarães, mas desde segunda-feira que está refugiada em casa de uma amiga, no mesmo concelho.

A progenitora foi filmada na passada sexta-feira por um grupo de jovens nas praia fluvial do Taboão, em Paredes de Coura, a ter relações sexuais com um homem ao lado da filha de seis anos. O vídeo foi parar ao Facebook, onde rapidamente se tornou viral até chegar a um cidadão de Sines que denunciou o caso às autoridades. Segunda-feira à tarde, a Polícia Judiciária de Braga esteve a analisar o vídeo no âmbito da investigação criminal que está a conduzir. A GNR confirma que já estão identificadas todas as pessoas envolvidas no vídeo, embora nenhum dos vizinhos da mulher afirme conhecer a pessoa com quem ela aparece a ter relações sexuais, uma vez que não lhe é conhecida qualquer relação amorosa.

A existir crime, apurou o JN, trata-se de importunação sexual. Paralelamente, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Guimarães adianta que está a “acompanhar de muito perto” o caso. O JN sabe que Pedro Ivo Lobo, presidente da CPCJ, se deslocou domingo à noite a casa da mulher, com quem conversou, aconselhando o seu afastamento temporário daquela residência para evitar expor as crianças a jornalistas e curiosos. Em cima da mesa também está a retirada dos filhos à mãe.

A mulher tem, ao todo, cinco filhos. Dois maiores de idade de uma relação antiga e os restantes menores, de um casamento de 18 anos terminado há 13 meses. A mais nova é a filha de seis anos que aparece no vídeo aparentemente pouco impressionada com o ato sexual explícito da mãe. Há ainda outro rapaz, de 9 anos, e um de 14, que está institucionalizado no Lar de Santa Estefânia de Guimarães há cerca de um ano.

Este rapaz foi o que alegadamente esteve na origem do divórcio da mulher com o pai das crianças. “Ele fazia muitas asneiras e foi apanhado a roubar os amigos na escola. O pai terá sido violento, batendo-lhe com deu-lhe uma coça de cinto e ela, como achou demais, pôs o homem fora de casa”, disse uma vizinha ao JN. Na sequência da hospitalização do menor, e perante a admissão de graves dificuldades financeiras por parte da mãe, a CPCJ ordenou a retirada do filho, que só visita a mãe ao fim de semana.

Pai pede custódia

Agora, no Facebook, o pai garante que vai lutar pela custódia dos filhos. “Não irei deixar isto passar em branco, sinto-me envergonhado por ter tido uma relação com tal pessoa tão desprezível”, disse o pai, que tece duras críticas à CPCJ por ter permitido que as crianças continuassem com a mãe depois do divórcio: “Estão mais preocupados a zelar pela forma de me retirar dinheiro da conta em vez de avaliar as possibilidades de cada pai para ter as crianças. A CPCJ já me colocou um dos filhos na instituição e ainda me incriminou por ser rude a dar educação”, desabafa o homem na rede social.

Arrisca três anos

Quem importunar outra pessoa, praticando perante ela atos de caráter exibicionista, formulando propostas de teor sexual ou constrangendo-a a contacto de natureza sexual, é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias. No caso de importunação sobre menor de 14 anos, a pena agrava para uma moldura até três anos, o que é o caso, uma vez que a filha tem seis.

Fonte : lusofonia.

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