“Eram todos Charlie, agora ninguém é gay”

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Fundador de uma associação pelos direitos das pessoas LGBT pede que as pessoas “tenham coragem de dizer: Je suis Gay”

O fundador da associação WEQUAL, que luta contra a discriminação devido à orientação sexual, queixa-se da “falta de empatia” com a comunidade LGBT após o ataque terrorista em Orlando. Stefano Sechi, de 22 anos, lançou a campanha “Je suis Gay” nas redes sociais e critica a pouca adesão que o movimento tem tido.

O jovem italiano foi vítima de um crime de ódio há cerca de um ano, quando foi espancado dentro de um autocarro por ser homossexual, em Itália. A partir daí, decidiu lutar contra a homofobia para que outros membros da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT) não passassem pelo mesmo. Stefano e os amigos criaram a WEQUAL, uma associação que promove a igualdade e combate a discriminação pela orientação sexual.

Perante o ataque em Orlando, que matou 49 pessoas numa discoteca “gay” no sábado, Stefano pede que as pessoas “tenham coragem de dizer: Je suis Gay”, segundo a agência italiana Ansa.

“Vocês lembram-se do ‘Je suis Charlie’, ‘Je suis Paris’ e ‘Je Suis Bruxelles’. Desta vez a empatia do povo foi quase inexistente”, afirmou o jovem. “Talvez porque a homofobia é parte integrante da nossa sociedade”.

Fonte : DN

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