“Estamos na Terceira Guerra Mundial aos bocadinhos”

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EPA/GIORGIO ONORATI

Destaques da entrevista de Francisco ao El País

O diário espanhol publica hoje uma longa entrevista ao Papa. “O perigo em tempos de crise é procurar um salvador que nos devolva a identidade e nos defenda com muros“, é a frase que o jornal chama para título.

Francisco, apesar de nas entrelinhas deixar críticas a Donald Trump, não quer ser profeta da desgraça e prefere esperar para ver o que irá fazer o novo presidente dos EUA.

São vários os temas que os jornalistas Antonio Caño e Pablo Ordaz trazem à conversa, desde a crise migratória até à corrupção no Vaticano, passando por Hitler e pela China. Ficam aqui alguns dos destaques da entrevista de Francisco ao El País:

– Francisco pede prudência em relação a Donald Trump: “Veremos o que irá fazer. Não podemos ser profetas de calamidades”.

– “A minha personalidade não mudou”

– “Há gente corrupta na Cúria Romana. Mas também há muitos santos. Homens que passaram a vida toda a servir outros de maneira anónima”

– Sobre a saúde do papa emérito Bento XVI: “De aqui para cima está perfeito. O problema são as pernas. Caminha com ajuda, mas tem uma memória de elefante”

– “Uma Igreja que não está próxima das pessoas não é uma Igreja”

– “No mundo preocupa-me a guerra. Estamos na Terceira Guerra Mundial aos bocadinhos”

– “O facto de o Mediterrâneo ter-se convertido num cemitério tem que nos obrigar a pensar”

– “O mártir da incompreensão foi Paulo VI. Foi um homem que se adiantou à história e sofreu muito (…) Eu não me sinto incompreendido. Sinto-me acompanhado”

– “Irei à China quando me convidarem. Eles sabem isso. Além do mais, na China as igrejas estão cheias. É possível praticar a religião na China”.

– “Hitler não tomou o poder. Foi votado pelo povo e depois destruiu o povo. Esse é o perigo. Em momento de crise o discernimento não funciona. (…) Nenhum país tem o direito de privar os seus cidadãos do diálogo com os vizinhos”

“A América Latina está a sofrer os efeitos de um regime económico em cujo centro está o deus dinheiro”

– Sobre o facto de na Europa haver cada vez mais padres vindos de países do chamado terceiro mundo: “O que se passa na Europa é que não existe natalidade. Preferimos ir de férias, temos um cão, um gato… Não há natalidade e não havendo natalidade não há vocações”.

– “Isso não sei [se assistirei ao próximo conclave]. O meu grande mestre Bento XVI já me ensinou o que devo fazer quando sentir que não posso mais”

– “O senhor é bom e não me roubou o bom humor”

via : DN

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