Ministro pede a portugueses para não abastecerem combustível em Espanha

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O ministro da Economia apelou hoje ao “civismo” da população da fronteira com Espanha, pedindo-lhes para não abastecerem combustível naquele país, porque assim estão a pagar impostos lá, o que considerou “mau” para as contas públicas portuguesas.

Esta tarde, em Vila Nova de Famalicão, à margem de uma visita ao Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal, Caldeira Cabral lembrou que para “financiar” serviços públicos é “preciso pagar” impostos e afastou um cenário de baixa de impostos.

O governante comentava as preocupações dos empresários do setor, nomeadamente da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis, que tem vindo a manifestar descontentamento com o facto de as populações fronteiriças irem abastecer a Espanha, colocando os postos de abastecimento portugueses daquelas áreas numa “situação difícil”.

“Deixo um apelo para que as pessoas evitem fazer isso [ir abastecer a Espanha], porque no fundo estão a pagar impostos a Espanha em vez de pagarem a Portugal, mesmo tendo um desconto. Penso que por civismo é de pedir às pessoas para que evitem fazer isso”, disse.

“Para financiar serviços públicos é preciso pagar impostos. Essa [uma baixa de impostos] não é uma opção que infelizmente possamos ter agora”, explicou.

Caldeira Cabral apontou ainda as consequências para a economia portuguesa do abastecimento de combustível em Espanha.

“Ao fazer isso estão a pagar impostos, porque grande parte do preço dos combustíveis em Espanha é também impostos, estão a pagar impostos em Espanha, o que e mau para as contas publicas portuguesas”, referiu.

Lusa

2011-07-18-combustiveis

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2 Comments

  1. Nós portugueses pedimos ao senhor ministro que ponha os combustíveis um pouco mais baratos do que em Espanha e aí serão “nuestros hermanos” a vir pagar impostos a Portugal.

  2. Isso era o que faltava metem os impostos gigantes nos combustíveis para encherem a barriga e ainda pedem para não abastecer-mos num local com um preço mais justo isso era o que faltava .

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