O petróleo do Golfo, Gulf Cooperation Council (GCC)

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As grandes famílias que operam em seis Países, que fazem parte do Gulf Cooperation Council (GCC), o Conselho de Cooperação do Golfo:

Bahrain, Kuwait, Oman, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Os Países do GCC controlam 42% das reservas mundiais de petróleo. Os sauditas têm 261 biliões de barris, mais que o dobro de qualquer outro país, o 26% das reservas mundiais conhecidas. O reino possui mais de 60 campos de petróleo (e gás também) que produzem 10 milhões de barris por dia. O enorme reservatório de Ghawar, por exemplo, é de longe o maior da Terra.
Após o Iraque, a terceira maior reserva do mundo comprovada pertence aos Emirados Árabes Unidos: 97,8 biliões de barris. O Kuwait é o quarto, com 96,5 biliões. Os outros Países do GCC contribuem com mais alguns biliões.

Em 1922, o Tratado de Jeddah deu à Arábia Saudita a independência da Grã-Bretanha, apesar de Londres ainda exercer uma considerável influência no País. No decorrer de 1920, com a ajuda das tropas britânicas, Ibn Saud conseguiu entrar na posse de outros territórios dos Otomanos, quando ocupou Riyadh e as cidades sagradas de Meca e Medina.

Na mesma altura, Grã-Bretanha e França assinaram o tratado de San Remo, dividindo as concessões petrolíferas do Médio Oriente Médio entre os dois países.

Dentro de duas semanas, os Estados Unidos também entraram no jogo do petróleo do Médio oriente: os pequenos produtores independentes norte-americanos, como a Sinclair, opuseram-se a esta política, reclamando que iria favorecer os interesses petrolíferos dos Rockefellers. Mas estes são pormenores: os gigantes americanos Exxon, Mobil, Chevron, Texaco e Gulf (a descendência da Standard Oil Trust de John D. Rockefeller) juntaram-se a British Petroleum, Royal Dutch/Shell (propriedade da Casa Real de Orange, Holanda, e da família Rothschild) e Compagnie des Pétroles para a divisão dos campos petrolíferos do Médio Oriente.

A Esso Trading Company (sempre Emirados Árabes Unidos) é 100% detida pela Exxon-Mobil.
A Dubai Oil é 55% de propriedade da Conoco (Estados Unidos, propriedade da Philips), que também é proprietária de 35% da Dubai Marines Area, da qual a BP-Amoco tem uma quota de 33,33%. Hoje a maior parte do petróleo do Emirados vai para o Japão.

Chevron e Texaco formaram a Bahrain Petroleum Company (BPC) e controlam a produção do pequeno País.
No Qatar, a Exxon-Mobil domina o sector do gás natural; tem uma grande quota de Qatargas, que actualmente fornece o Japão com 6 milhões de toneladas de gás natural por ano. É também parceiro (30%) da enorme exploração de Ras Laffan, que produz 10 milhões de toneladas de gás natural por ano.

A BP fundou com a Gulf, no Kuwait, a Kuwait Oil Company, que agora vende petróleo descontado aos antigos donos da BP-Amoco e Chevron-Texaco (Chevron adquiriu a Gulf em 1981).

Em 1949, as empresas americanas controlavam 42% das reservas de petróleo no Médio Oriente, os anglo-holandeses tinham 52%, o restante 8% era de propriedade da Total-Fina-Elf e outras empresas menores.

A influência inglesa e americana na área continua forte: o Oman está particularmente próximo de Londres, com mercenários ingleses que protegem as famílias dominantes em todos os seis estados do GCC. Estes emirados são governados por monarquias familiares seleccionadas pelos colonialistas anglo-americanos, para que seja possível realizar o de dominação do petróleo do Médio Oriente Médio e das rotas marítimas da região.

As seis famílias governantes do GCC estão interligadas. E não poderia ser de forma diferente: afinal são uma “invenção” de figuras que operam na sombra. Os nomes destas figuras? Não é precisa muita fantasia: Rockefeller e  Rothschild dizem alguma coisa?

É um monopólio!

Fonte, CounterPsyOps

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