Perto de 50 infracções nas primeiras horas de funcionamento dos novos radares

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Novo Sistema Nacional de Controlo de Velocidade arrancou na auto-estrada de Cascais. Até Janeiro de 2017 haverá 30 novos radares móveis no país.

 1060729Os 30 novos radares móveis serão instalados em 50 cabines fixas

Entrou nesta quarta-feira em funcionamento o primeiro radar do novo Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO), que o Governo espera ter em pleno funcionamento no início de 2017. O radar, o primeiro de 30 equipamentos móveis a distribuir por 50 cabines fixas instaladas em pontos sensíveis de Norte a Sul do país, está localizado ao quilómetro 7 da auto-estrada de Cascais (A5), no sentido Cascais-Lisboa. Nas primeiras horas de funcionamento, até ao final da manhã de hoje, foram detectadas só ali cerca de 50 infracções.

Na cerimónia que marcou a entrada em funcionamento deste primeiro radar, Jorge Gomes, secretário de Estado da Administração Interna, disse que o principal objectivo do SINCRO é tornar “os condutores mais responsáveis ao volante”, diminuindo a sinistralidade e os excessos de velocidade. Todos os novos locais de controlo de velocidade (LCV) estarão devidamente sinalizados para que os condutores sejam levados a diminuir a velocidade naquelas zonas, ainda que não saibam se o radar se encontra naquela cabine ou não.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) espera que em Setembro deste ano estejam em funcionamento os primeiros 25 LCV. Até ao final de Janeiro de 2017 prevê-se que o sistema esteja a funcionar em pleno, com um total de 50 cabines em que apenas 30 terão radares, que serão móveis e rodarão pelas diferentes cabines através de um sistema rotativo previamente definido pela ANSR.

Os equipamentos serão distribuídos por diversos locais, desde auto-estradas, estradas nacionais, itinerários principais (IP) e itinerários complementares (IC), sendo que a próxima cabine a ser instalada ficará na auto-estrada do Norte (A1), na zona de Sacavém.

Mais 50 radares a caminho

Jorge Gomes aproveitou a ocasião para divulgar que o Governo lançará em breve um novo concurso para que no próximo ano existam “mais 50 radares para colocar nas estradas portuguesas, porque está provado, em toda a Europa, que esta é uma das boas formas para reduzir a sinistralidade”. Isso, aliado à nova carta por pontos, acrescentou o governante, “é a conjugação para que os condutores passem a ter outro tipo de comportamentos” na estrada.

A primeira fase do SINCRO corresponde a um investimento de cerca de 3,2 milhões de euros, que inclui os custos das cabines, dos radares e ainda da manutenção e operação para um prazo de três anos.

Tanto Jorge Gomes como o presidente da ANSR, Jorge Jacob, destacaram duas mais-valias que o novo sistema trará: a libertação de recursos humanos das forças de segurança, uma vez que o processamento das contra-ordenações vai ser automático, dispensando assim os polícias para outras funções; e a redução do tempo entre o momento em que a infracção é detectada até à notificação do proprietário da viatura, aumentando assim a eficácia de todo o processo.

Para Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), o importante com este sistema não deve ser a “caça à multa”, mas sim a prevenção rodoviária. O presidente do ACP defende, por isso, que os radares devem ser colocados em estradas movimentadas, onde o nível de acidentes é significativo, e não em auto-estradas “que não têm ninguém, só porque as pessoas passam depressa”, disse em declarações à agência Lusa.

Segundo o presidente da ANSR, a escolha dos locais para a colocação dos novos radares já estava a ser estudada há algum tempo e teve em conta os locais que, entre 2007 e 2015, tiveram um nível de sinistralidade mais significativo. Ao todo foram analisados cerca de 179 mil acidentes. Durante o período em causa, no local onde foi instalado o primeiro radar do SINCRO, ocorreram, segundo a Brisa, 63 acidentes que vitimaram 86 pessoas, incluindo um morto e três feridos graves.

O novo sistema de controlo de velocidade irá somar-se aos radares móveis já usados pela PSP e pela GNR e aos 18 radares fixos (16 localizados no túnel da CRIL, na Grande Lisboa, e dois na A25, em Viseu) existentes actualmente e que são geridos pelas forças policiais nas instalações da ANSR. Juntam-se ainda aos radares fixos, com pórticos, geridos pelas câmaras de Lisboa ePorto.

O último Relatório Anual de Segurança Interna, relativo a 2015 e divulgado no início de Abril, conta mais de 289 mil infracções por excesso de velocidade, a violação mais comum do Código da Estrada.

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Via : Publico

 

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